Com volta da apuração paritária, UEL realiza hoje eleições para a Reitoria

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por Carolina Werneck

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) realiza nesta quarta-feira (9) o primeiro turno das eleições para a Reitoria. Uma decisão tomada no último dia 4 pelo Tribunal de Justiça do Paraná determinou a volta da apuração paritária dos votos, que havia sido extinta por decisão do Conselho Universitário em 2011. De acordo com o sistema paritário, os votos de cada uma das categorias têm o mesmo peso, 33,33%.

Com 15 seções de votação espalhadas pelo Campus, Clínica Odontológica Universitária (COU), Hospital Universitário (HU) e Centro de Ciências da Saúde (CCS), as eleições deste ano para a Reitoria da UEL são disputadas por quatro chapas e contam com 24.116 votantes, de acordo com informações da Comissão Eleitoral. Do total, 18.985 são estudantes, 3.504 são servidores e 1.677 são docentes. Para votar, é necessário apresentar qualquer documento de identificação com foto.

Em dezembro de 2011, o Conselho Universitário votou pela mudança na proporcionalidade dos votos, estabelecendo um peso de 70% para votos de docentes, 20% para votos de servidores e 10% para votos de estudantes. Na última semana, o TJ emitiu uma medida cautelar em favor do Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-Administrativos da UEL (Assuel/Sindicato), determinando a volta da paridade.

Uma assembleia convocada pelos estudantes na última terça-feira (8) decidiu fazer uma campanha pelo voto nulo no pleito. “A gente vai fazer uma campanha chamando o voto nulo, como protesto, porque, pra gente, [o sistema de proporções]70/20/10 não é democrático, a paridade também não é democrática ainda”, explica Ana Soranso, representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Ela afirma que o DCE agora levanta a bandeira “querendo o voto universal, que pra gente é muito mais democrático”.

O Conselho Universitário busca autorização junto ao TJ para lacrar as urnas ao final da votação, de modo que a apuração só seja feita depois da publicação da decisão final do Tribunal sobre a ação que questiona o quórum da votação do Conselho em 2011. Todavia, caso o TJ não se manifeste em tempo hábil, a apuração deve começar hoje mesmo, às 23h30, e obedecer às regras da paridade determinadas pela Justiça.