A primeira coluna de um homem

0

Esta é minha primeira vez escrevendo desde que me formei. Estou tão enferrujado que se eu entrar em um ferro velho não saio mais.

Desculpem, não me apresentei. Sou Rafael Gratieri. Hoje sou jornalista, mas apenas recentemente coloquei a mão no meu diploma – o qual, vocês bem sabem, tem tanto valor quanto uma nota do Banco Imobiliário.

A profissão é mal remunerada. A última vez que me perguntaram minha profissão e eu respondi “jornalista”, um morador de rua me deu dez centavos.

Tenho 22 anos, tenho por passatempo assistir seriados como House, gosto de ler e tenho um estranho interesse em balaústres.

Ótimo! Mais um lugar no qual eu coloquei informações para todo mundo ver, como se já não bastasse o Facebook. Não é curioso, no entanto, a busca por privacidade nas redes sociais? Qual é o objetivo das pessoas? Entrar no Facebook e querer se manter anônimo é como comprar uma casa na praia e ficar só no porão.

Li recentemente uma notícia dizendo: “Facebook para de crescer”. Bom, é isso que acontece quando você termina de dominar o mundo. O site azulão só vai continuar crescendo caso abra uma filial em Marte. A manchete será: “Facebook volta a crescer. O destino agora é a galáxia”.

Muita gente ficou preocupadíssima ao descobrir as espionagens da NSA, do Facebook e Google. Sinceramente, eu acho pouco provável que o governo americano tenha algum interesse em você, Fernando que mora em Itaquaquecetuba.

Afinal, a que veio esta coluna? Eu rodei em círculos tal qual um cachorro atrás do rabo, e, assim como o animal, não cheguei a lugar nenhum. Caso você tenha notado – e se você não percebeu então eu falhei miseravelmente – esta é uma coluna de humor.

Este espaço trará com humor comentários sobre notícias, contos aleatórios e entrevistas com personalidades de alta periculosidade como Suzane von Richthofen e os irmãos Cravinhos. Em outras palavras, os textos aqui publicados muito se assemelharão a programas da TV aberta.

Eu prometi atualidades e tudo que escrevi foi um conjunto de piadas fragmentadas sobre uma rede social. Me perdoem, isso se deve a um período de mudanças – e com isso quero dizer que estou por fora do mundo porque estou temporariamente sem internet. Eu tenho apenas a companhia do meu celular em casa. Tal qual um Náufrago moderno, já apelidei o aparelho de Wilson.

Mas calma, semana que vem tem mais. Até lá!