24 filmes para ver quando não estiver estudando

0

Professores da Unesp indicam obras de ficção que distraem, ensinam e ajudam a compor repertório.

A lista contempla títulos de ficção – alguns antigos e outros bastante atuais – organizados por ano de produção. Para todas as indicações os professores respondem à pergunta: “por que assistir?”

Tempos modernos (Charles Chaplin, 1936)

“Leitura de Chaplin da alienação e da desumanização imposta pela sociedade industrial”

E o vento  levou… ( Victor Fleming, 1939)

“Paradigma de superprodução épica, marco da linguagem cinematográfica”

E o vento levou

Cidadão Kane (Orson Welles, 1941)

“Misto de crítica social, biografia ficcional e narrativa cinematográfica, incorporado no rol universal de todos os filmes produzidos posteriormente”

Cidadão Kane

Janela indiscreta (Alfred Hitchcock, 1954)

“Obra prima de Hitchcock, a construção de um texto cinematográfico assentado sobre imagens”

Janela Indiscreta

O diário de Anne Frank (George Stevens, 1959)

“O Holocausto no cinema: o que filmar e como filmar? O Holocausto visto por Hollywood, exemplo de gênero diário e romance epistolar”

O diário de Anne Frank 

O pagador de promessa (Anselmo Duarte, 1962)

“Sobre sincretismo religioso – cultural no Brasil, uma cultura de contradições.”

O Pagador de Promessa 

Fahrenheit 451 (François Truffant, 1966)

“Bom exercício de comparação de sociedade policial e policiada de Fahrenheit 451 com o livro 1984. Filme de ficção científica como apólogo para denunciar os desvios da sociedade, enunciando as soluções práticas e morais, bem como o papel das propagandas, suas influências e manipulações”

Fahrenheit 451

2001: Uma odisseia no espaço (Stanley Kubrick, 1968)

“A descrição da trajetória do homem, sua origem, presente e futuro.”

2001: uma odisseia no espaço

Macunaíma (Joaquim Pedro de Andrade, 1969)

“Adaptação do livro modernista homônimo de Mario de Andrade.”

Morte em Veneza (Luchino Visconti, 1971)

“A cidade como metáfora, a tradução cinematográfica de concepções artísticas, a revelação do belo na literatura e no cinema.”

Morte em Veneza

O poderoso chefão (Francis Ford Coppola, 1972)

“Interessante para compreender, por exemplo, organizações criminosas como o PCC.”

O poderoso chefão

Apocalypse Now (Francis Ford Coppola, 1979)

“Os efeitos da guerra na cabeça das pessoas, o homem colocado em situações limite.”

Apocalipse now

Madame Bovary (Claude Chabrol, 1991)

” O ‘bovarismo’ como um problema existencial ligado à educação das moças no século XIX; o delineamento da burguesia; Exercício de transposição de um romance para outra linguagem.”

Madame Bovary

Um dia de fúria (Joel Schumacher, 1993)

“Analisa os efeitos maléficos causados pelo stress.”

Um dia de fúria

Pulp Fiction – Tempos de violência (Quentin Tarantino, 1994)

“Trata da banalização da violência na atualidade, trata da banalização da vida.”

Pulp Fiction

Um sonho de liberdade (Frank Darabont, 1994)

“Mostra que com paciência e perseverança tudo é possível.”

Um sonho de liberdade

O que é isso, companheiro? (1997)

“A ditadura militar no Brasil.”

O invasor (Beto Brant, 2001)

“Filme interessante sobre violência urbana, contemporâneo de Cidade de Deus.”

O Invasor

Ensaio sobre a cegueira (Fernando Meirelles, 2008)

“Analisa a sociedade inflacionada de informação, sobretudo as consequências das novas tecnologias na cabeça das pessoas e, por conseguinte, no campo das relações interpessoais.”

Ensaio sobre a cegueira

Amour (Michael Haneke, 2012)

“Exposição sem concessões da profundidade do vínculo entre duas pessoas, algo que ultrapassa o tempo e desafia o cotidiano.”

Amour 

O Lobo de Wall Street (Martin Scorsese, 2013)

“Descrição do interior (psicológico e social) da mecânica do mercado financeiro americano.”

O Lobo de Wall Street

Acima das Nuvens (Olivier Assayas, 2014)

“Culto à celebridade e a escandalização da notícia; a encenação teatral no cinema.”

Acima das nuvens

Leviatã (Andrey Zvyagintsev, 2014)

“A condição dos burgueses, a crítica contundente ao engessamento do sistema e ao modo corrupto e selvagem de sobrevivência do homem, a religião e o poder interligados.”

Leviatã

Whiplash (Damien Chazelle, 2014)

“Os limites por busca e obsessão por perfeição; relacionamento de professor e aluno; a consequência da busca desenfreada pelo modelo perfeito; o jazz como componente estrutural dos planos-sequências do filme.”

Whiplash

Informação: Estadão