Aiesec Londrina recebe intercambista mexicana

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Há quem diga que em Londrina não tem para se fazer, em quase todos os sentidos. Quem vem de fora, principalmente para estudar, percebe a diferença das outras cidades. Aqui temos uma cidade grande com cara de cidade média. Alguns podem me corrigir no termo ‘cidade grande’, mas para mim, é sim.

Além da variável vida noturna e do comércio, Londrina tem uma história interessante. Colonizada por ingleses que queriam fazer uma segunda Londres fora da Inglaterra, as terras foram divididas perpendicular ao rio, assim todos tinham uma fatia de terra com contato com a água. Logo, se torna grande produtora de café e evolui cada vez sua agricultura, até se tornar um símbolo.

Quanto mais cresce, mais gente vem se instalar por aqui. Japoneses, italianos, libaneses, árabes, universitários de todo o país e intercambistas. Estes veem para estudar nas universidades, passear ou fazer trabalhos voluntários.

Boa parte destas pessoas de fora vem por meio da AIESEC para desenvolver Londrina com seu toque individual. Só este ano já recebemos dez pessoas, temos previsão de receber mais dez e até o final do ano chegarão mais! Toda semana chega alguém de um país diferente: Alemanha, Suíça, México, Colômbia, Peru, Marrocos, Canadá, China, Itália… a lista é grande. São em torno de 15 países no total. Aqui em Londrina, eles trabalham em entidades como a Associação de Mãos Estendidas (AME), que atende crianças e adolescentes com projetos socioeducativos.

Andrea Tolsá, mexicana, veio para ficar o mês de julho em Londrina e amou “conhecer mais sobre a cultura brasileira. (…) foi uma experiência maravilhosa e eu tenho certeza que eu vou lembrar pelo resto da minha vida”, conta. Ela trabalhou junto com outros três intercambistas na AME. “Sobre o meu trabalho voluntário, (…) abriu os meus olhos para a realidade de algumas crianças não só no Brasil como ao redor do mundo. Me inspirou a continuar a fazer trabalhos sociais”. Sobre a família que a hospedou, diz que se sente “muito sortuda de conhecê-los e (…) muito agradecida por eles, porque eles fizeram eu me sentir em casa, e foram muito gentis comigo. Eu nunca vou esquecer (…) de todas as coisas que vivemos juntos”.

Andrea com a família brasileira. Foto: Arquivo pessoal
Andrea com a família brasileira. Foto: Arquivo pessoal

Raquel Harano, estudante de Ciências Contábeis da UEL, hospedou Andrea na casa de seus pais. “Ficamos um pouco inseguros de recebê-la, mas desde o princípio ela se mostrou extrovertida e brincalhona, como se desde sempre fizesse parte da nossa família. Conhecemos um pouco da cultura dela e mostramos um pouco da nossa”, disse Raquel. “O carinho que forma no pouco tempo em que os intercambistas ficam é inexplicável. Foi a prova de que pessoas muito diferentes podem ser dar muito bem e, sem dúvidas, foi uma das pessoas mais incríveis que já conheci. Hoje a considero como uma irmã, por quem tenho um carinho imenso e alguém que quero levar para o resto da minha vida!”

E se você quiser, pode hospedar um intercambista da AIESEC também. Entre em contato conosco pelo e-mail icx.londrina@gmail.com ou acesse facebook.com/aieseclondrina.