Não é um dia comum

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Um pernilongo atrapalhou meu sono nesse domingo. Acordei, mas não levantei. A cama me ajuda a pensar na vida, no que tenho para fazer durante o dia. Pensei no eclipse que terá a noite (e que não vou perder por nada) e também na crônica que teria que escrever. Primeiro, me soou como obrigação. ‘Não, não quero, deixa pra outro dia. Mas não pode. Precisa ser hoje, 27 de setembro’.

Para alguns é um dia comum. Apesar de não ser um dia de absurdos acontecimentos mundiais, como um  11 de setembro, a data de hoje me lembra algumas passagens da minha vida. Na adolescência, teve aquele beijo do ‘paquerinha’ – anotei num papel a data e acabou gravando na mente. E há três anos, teve um outro beijo num dia de muito vento (coincidência?). Teve casamentos de amigas. Teve, e ainda tem, aniversários de amigas que já não são tão próximas…

Nesse 27 de setembro do pernilongo, do eclipse e da crônica, a casa está vazia, a comida foi feita com a minha pouca especialidade culinária, a cama ainda está desarrumada, e tem previsão de chuva – só espero que ela não me atrapalhe ver a lua! É um domingo tranquilo, com cara de domingo.

Pode ser que no próximo ano não lembre como foi este dia, mas ainda vai ser cheio de lembranças, nunca mais um dia comum.

PS: descobri também que dia 27 de setembro é Dia do Cantor, Dia de São Cosme e Damião, Dia Mundial do Turismo, Dia do Idoso e Dia Nacional da Doação de Órgãos. Olha só, um dia não comum para muita gente!

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