Na manhã de sexta-feira, dia 13 de outubro de 2024, a Embaixada da Ucrânia em Lisboa foi alvo de uma ameaça de bomba, levando à evacuação imediata das instalações e à intervenção das forças de segurança portuguesas. O alerta foi recebido por volta das 9h, e as autoridades agiram prontamente para garantir a segurança dos funcionários da embaixada, bem como dos residentes e trabalhadores nas proximidades.
Ameaça e Evacuação
Segundo informações divulgadas pela Polícia de Segurança Pública (PSP), a ameaça foi comunicada através de um telefonema anônimo, indicando a presença de um dispositivo explosivo nas instalações diplomáticas da Ucrânia, localizadas no bairro de Lapa, uma das zonas mais centrais e históricas da capital portuguesa. Após receber a denúncia, as autoridades montaram um perímetro de segurança ao redor da embaixada e ordenaram a evacuação imediata do edifício.
No local, a Unidade de Inativação de Explosivos e Segurança em Subsolo (UIESS) foi acionada para inspecionar minuciosamente o edifício e as suas imediações, utilizando equipamentos especializados como robôs para detecção de explosivos. Durante as primeiras horas da investigação, várias ruas adjacentes à embaixada foram bloqueadas, provocando transtornos no trânsito local.
Resposta das Autoridades Portuguesas
A PSP, em coordenação com o Serviço de Informações de Segurança (SIS), tratou a ameaça com total seriedade, dada a atual situação de tensão internacional envolvendo a Ucrânia e a guerra em curso com a Rússia. As medidas de segurança foram reforçadas ao longo dos últimos meses, especialmente em embaixadas e consulados de países envolvidos no conflito. As autoridades, contudo, informaram que, após uma busca exaustiva nas instalações, não foram encontrados dispositivos explosivos, e a ameaça foi considerada falsa.
O comissário da PSP, presente no local, destacou a importância da rápida ação policial e reforçou a necessidade de continuar com o protocolo de segurança em casos de ameaças semelhantes. “Estamos num momento em que qualquer alerta deve ser levado a sério, sobretudo em se tratando de representações diplomáticas. Felizmente, neste caso, tratou-se de uma falsa ameaça, mas não podemos baixar a guarda”, afirmou o comissário durante uma coletiva de imprensa.
Repercussão Diplomática
A embaixadora da Ucrânia em Portugal, Inna Ohnivets, emitiu um comunicado algumas horas após o incidente, agradecendo o apoio das autoridades portuguesas e expressando preocupação com o crescente número de ameaças que têm sido dirigidas às representações diplomáticas ucranianas em diferentes partes do mundo. Segundo a embaixadora, a situação reflete a tentativa de intimidação por parte de grupos pró-Rússia ou indivíduos que tentam desestabilizar a já frágil relação entre a Ucrânia e alguns países europeus.
O governo ucraniano, em Kiev, também foi informado do incidente e está em contato constante com a Embaixada em Lisboa. Até o momento, não há indícios de que o incidente em Lisboa esteja relacionado a outros ataques ou ameaças similares em embaixadas ucranianas fora de Portugal.
Impacto no Bairro de Lapa
A evacuação da embaixada causou grande movimentação no bairro de Lapa, uma das zonas residenciais mais prestigiadas de Lisboa, conhecida por abrigar várias outras embaixadas e residências de diplomatas estrangeiros. Comerciantes e moradores da região foram orientados a permanecer em locais seguros até que a situação fosse normalizada.
Diversos residentes expressaram preocupação com o crescente número de incidentes de segurança nas proximidades, já que esta não é a primeira vez que uma embaixada em Lisboa é alvo de ameaças. “É sempre alarmante quando algo assim acontece. Sabemos que o bairro é um local estratégico devido às embaixadas, mas não deixa de ser assustador”, comentou uma moradora, que preferiu não se identificar.
Investigação em Curso
As autoridades portuguesas continuam investigando a origem da chamada que levou à evacuação da Embaixada da Ucrânia. Embora o incidente tenha sido considerado uma falsa ameaça, a PSP informou que os responsáveis por tais ações, se identificados, podem enfrentar sérias consequências legais, incluindo acusações por terrorismo, que são puníveis com penas severas em Portugal.
Até o fechamento desta edição, a Embaixada da Ucrânia retomou suas operações, mas com protocolos de segurança mais rigorosos. As forças de segurança portuguesas também reforçaram a vigilância nas imediações de outras representações diplomáticas em Lisboa, como medida preventiva, enquanto as investigações prosseguem.